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Exército

Serviço militar incorpora mais 234 jovens

Cerimônia de ontem, no 7º RC Mec, agregou mais soldados para o Exército. Quinta-feira, na 2ª Bia AAAé, 76 jovens ingressaram na Força Terrestre

Assim como na quinta-feira, na 2ª Bateria de Artilharia Antiaériea (2ª Bia AAAé), ontem, sexta (3), foi dia de o Exército Brasileiro incorporar mais jovens para seu contingente. Nas dependências do 7º Regimento de Cavalaria Mecanizado (7º RC Mec), 234 novos soldados foram apresentados, em cerimônia que começou no final da manhã. Agora eles fazem parte das Forças Armadas, em Sant’Ana do Livramento, junto com os 76 que ingressaram pela 2ª Bia AAAé.
Em fila, os recrutas entraram pelo Portão Das Armas. Após, foram vestir a farda. Retornaram ao pátio do Regimento, onde foram apresentados, cantaram o Hino Nacional do Brasil, ouviram mensagem do comandante do Exército Brasileiro, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, lida por militar do 7º. Escutaram o discurso do comandante do 7º RC Mec, tenente-coronel Carlos Alexandre de Souza. Entre diversos dizeres, o tenente-coronel disse: “Estamos muito felizes com a presença dos senhores”. Em referência à presença de familiares na solenidade, enfatizou: “Está claro na sua presença que essa decisão foi um ato de família”. Deu um recado: “Lembrem-se disso: um bom soldado é um bom cidadão”. Por fim, desejou boas-vindas à turma: “Jovens soldados, sejam felizes neste ano de 2017”.
Após a cerimônia, os jovens puderam confraternizar com sua família, nas dependências do Regimento. Momento de muitos abraços e fotos e uma despedida simbólica, já que os recrutas ficam, a partir de agora, em regime de internato por 1 mês.

Felicidade e sonho

A Plateia conversou com dois dos 234 jovens incorporados ao serviço militar. Wagner Acosta Larréa e Vinícius Castellano Ferrão, ambos com 18 anos, manifestaram felicidade por estarem vivendo aquele momento.
“Muita felicidade por estar aqui, por vestir essa farda verde-oliva. Vamos esperar, se Deus quiser, o ano que vem o engajamento pra levar a vida adiante”, revelou o soldado Larréa.
“É muita emoção estar junto com meus companheiros, um sonho que tinha desde pequeno. Quando era pequeno participei do pelotão mirim. Sempre foi meu foco ser militar”, salientou o soldado Ferrão.
Wagner Acosta Larréa mostrou não ter tido dúvidas sobre o futuro que escolheu, ainda que o serviço militar seja obrigatório. Ele manifestou o desejo de servir. “O quartel hoje dá uma estada bem boa de vida. Tem vários cursos a se fazer, então sou voluntário a servir. Quando me perguntaram disse que realmente queria. Tem que querer para vir pra cá, basta querer pra conseguir. O quartel tem coisas que empresas aí fora deveriam de ter. Tem que levar a sério”, disse.
Vinícius Castellano Ferrão, que teve pai e avô ligados à Brigada Militar e primos no Exército, falou sobre seus objetivos: “Quero tentar ser um bom soldado para o Exército e procurar seguir minha carreira. Quero seguir a carreira aqui dentro e fazer uma EsSa ou uma EsPCEx”, afirmou. Ainda emendou: “Vou tentar cada vez mais ser o melhor para minha família e para quem estou perto sempre”.
Larréa acredita que vai ser outra pessoa com a passagem pelas Forças Armadas. “O quartel tem mais essa qualidade, de a gente se formar. Você vir pra cá pra dentro, você leva um aprendizado bem diferente para a sociedade. É um olhar diferente que você tem do mundo lá fora, você dá valor às mínimas coisas”.

“É a renovação de nossa força”

A Plateia: O que representa para o Exército e para o 7º essa incorporação?

Comandante Ten. Cel. Carlos: O serviço militar obrigatório é um dever previsto em lei, uma obrigação de todo o jovem brasileiro em relação ao país como um todo, e é materializado no alistamento e depois na conscrição de militares que ingressam no Exército, na Marinha e na Aeronáutica. Então, isso materializa um dever cívico de todo o jovem brasileiro e recebemos com muita alegria esses jovens cidadãos, que já são hoje soldados. Vamos trabalhar com eles, vamos prepará-los. É a renovação de nossa força. Nós temos nos cargos previstos de todo o Exército, funções que requerem juventude e recebemos os jovens para prepará-los para essas funções. Isso tudo no esforço e na busca da manutenção e da nossa capacidade de manter a soberania do nosso país, que é a missão principal do Exército. O Exército, pela própria capilaridade e pela presença em todo o território nacional, acaba junto dessa preparação de nosso poder de combate, com uma reserva mobilizável, acaba também desempenhando um papel de manter a soberania que é tão importante quanto o papel social. Nós recebemos jovens e o Exército é até hoje um fator de mobilidade social. Jovens que, às vezes, não teriam tantas oportunidades, conforme seu rendimento assim o indique, podem permanecer conosco seis ou sete anos e muitos deles acabam por construir sua carreira, tanto no próprio Exército, como conseguem durante sua permanência preparar seu terreno e se preparar tecnicamente e como cidadãos para voltarem à sociedade enriquecidos. Isso nos traz muito orgulho.

AP: O que espera dos novos soldados?

Comandante Carlos: Nós esperamos, principalmente pelo fato de estarmos incorporando 234 jovens que foram voluntários para servir ao Exército, nós esperamos as dúvidas, as inquietudes próprias da idade, próprias de se ingressar em uma instituição, sobre a qual muito se ouve falar, porém nem todo mundo conhece. Mas junto disso, esperamos muito entusiasmo, muita vontade de aprender, que é o que o jovem precisa para ficar entre nós e tudo que vão precisar, na verdade, é vontade de aprender.

AP: Como espera que possam contribuir com a sociedade, como espera que saiam da instituição?

Comandante Carlos: No Exército, as coisas são muito claras. No Exército temos muito claro um mecanismo de meritocracia, que envolve tudo. Esse sistema de meritocracia, de cada um construir sua história é presente em todos os momentos. Costumo dizer que os oficiais generais que hoje estão no comando do Exército, todos eles já fizeram aquilo que o soldado faz hoje, tudo. Desde limpar banheiro, a tirar serviço de guarda, a tomar chuva, a rastejar. E hoje eles estão numa posição que esse entendimento contribui para as decisões que são tomadas. Então, nesse sentido, esse mecanismo de meritocracia, de deveres e direitos, e não apenas de direitos, é o que faz com que o jovem que passa 1 ano conosco, volte para a sociedade ciente de que pra qualquer tipo de progresso, para qualquer tipo de construção, existe necessidade de cumprir alguns deveres e fazer coisas que, num primeiro momento, não sejam exatamente aquilo que gostaria, aquilo que é da minha vontade, mas que existe um dever maior, existem mecanismos maiores que ensinam isso, fazer o que é certo. Para se ter direitos devemos também obedecer alguns deveres. Esses jovens que vêm e passam 1 ano conosco, eles recebem uma mensagem muito clara nesse sentido. Dessa forma, entendemos que eles voltam para a sociedade como cidadãos mais esclarecidos e mais conscientes de seu próprio papel na sociedade, independente de permanecerem no Exército ou da profissão que venham a escolher.

 

Por: Marcel Neves - marcelneves@jornalaplateia.com - 04/03/2017 às 9:49

 

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