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RESIDENT EVIL 7

“O mal retorna ao lar”, é com essa frase de impacto e que apela para os sentimentos mais nostálgicos que Resident Evil 7 é lançado. O sétimo capítulo numerado da maior franquia da Capcom chega trazendo grandes mudanças na mecânica e na história, introduzindo um capítulo com uma pegada mais intimista e de proporções menos megalomaníacas, e é exatamente aí que o jogo começa acertando.
Cercado de polêmicas desde o seu anúncio oficial que ocorreu na E3 de 2016, RE7 não apenas propõe uma história e um desenvolvimento mais cadenciado do que os últimos três jogos numerados, mas também traz à franquia alguns dos elementos e mecânicas que elevaram o nome de Resident Evil à grande expoente do survival horror no fim da década de 1990.

Mas trazer de volta elementos clássicos apenas por trazer poderia ser um erro enorme, e aí temos mais um grande acerto, pois todos estes elementos foram devidamente remodelados, adaptados e contextualizados ao cenário dos jogos atuais. Embora o jogo tenha uma proposta mais cadenciada do que os frenéticos RE5 e RE6, temos aqui um grande exemplo de saber dosar momentos de uma falsa sensação de calmaria, com combates criativos e bem construídos, tudo sempre tendo como pano de fundo uma constante e irremediável sensação de perigo e de vulnerabilidade. Resident Evil 7 é antes de mais nada, um jogo absurdamente divertido e aquela pergunta: “será que RE7 é um RE de verdade?” está mais do que respondida: SIM, Resident Evil 7 é um Resident Evil de verdade, como poucos nesses últimos anos. E mesmo que suas ligações com o passado da franquia sejam sutis, é nessa sutilidade que ele se tornou um grande Resident Evil. A sutileza como a história nos é apresentada, sutileza que se repete na construção de uma atmosfera absolutamente única de survival horror, na volta de elementos clássicos remodelados. na introdução de uma história menos megalomaníaca e mais intimista e pessoal, e na certeza de ver que apesar do choro da comunidade pela mudança da câmera e pela ausência de protagonistas clássicos, a Capcom nos entregou não o jogo que a gente queria, mas sim o jogo que nós precisávamos e que até mesmo aqueles que não são fãs de longa data de RE poderão desfrutar e ter grandes momentos de diversão.
Por: Ceraldi/REVIL

Por: - 30/01/2017 às 10:17

 

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