PUBLICIDADE

Geral

Os desafios do investimento de um milhão de reais

Como está a usina de asfalto e qual será o seu futuro em 2017

Nesta quarta-feira (11) a reportagem do Jornal A Plateia foi até o local onde está instalada a máquina de produção de asfalto no Bairro Industrial adquirida pelo município de Livramento durante o Governo Glauber Lima, do PT, em 2016. O canteiro está praticamente deserto, com exceção da própria usina e de alguns cachorros e de um funcionário que faz o trabalho de segurança no local.

A usina foi inaugurada oficialmente em 30 de junho de 2016, mas chegou à cidade desde o fim do ano de 2015 em uma carreata pela cidade com o ex-prefeito Glauber Lima (PT) e vereadores da base. Adquirida pelo valor de aproximadamente um milhão de reais, a usina era uma promessa de prosperidade e liquidação dos buracos. A primeira rua a ser asfaltada foi a José Fernandes Mendes, no Cerro do Armour, praticamente meio ano depois da sua chegada. O local era uma demanda do Orçamento Participativo votado ainda durante o ano de 2013.

Durante a visita desta quarta-feira, a equipe tomou conhecimento que a usina de asfalto está sem o gerador de energia, (considerado o coração da máquina) que havia sido contratado para o período de um ano. Segundo as informações, apenas quatro meses de aluguel teriam sido cumpridos e depois disto o gerador havia sido removido do local. Ainda segundo informações dos funcionários, a ‘caldeira’ precisa ser ligada duas vezes na semana para evitar problemas futuros de manutenção da máquina. O custo médio para a compra de um gerador próprio seria de aproximadamente R$ 90 mil reais, mas estes números não puderam ser confirmados. A dívida com o aluguel do gerador do governo anterior ficou em aproximadamente 40 mil reais.
Carlos Camargo, um dos funcionários que trabalham com a segurança da máquina, explicou que viu a usina funcionar poucas vezes e depois do mês de outubro de 2016 não se recorda de nenhuma nova produção de asfalto feita pela usina. Segundo servidores da pasta de Obras, a pretensão da nova gestão é fazer a usina voltar a funcionar ainda no primeiro semestre.

Em outubro do ano passado, o engenheiro Fernando Almeida (responsável na época) disse que na teoria a máquina estava calibrada para produzir 50 toneladas por hora, contudo, na prática ela produzia um pouco menos, cerca de 30 toneladas por hora, equivalente a três quadras por dia. Desde o último bimestre de 2016 até hoje, a usina está parada e a comunidade esperando o retorno desse investimento.
Em conversa com o atual secretário de oObras, Ricardo Dutra, ele falou em gestão consciente e afirmou que de nada adianta gerar um alto custo financeiro para ligar a usina se as condições para produzir asfalto darão poucos resultados: “existe o custo com gerador, mão de obra qualificada e insumos e todos muito caros, então, se não tivermos uma demanda definida e uma análise séria de recursos financeiros em caixa, de nada adianta; poderíamos agir com irresponsabilidade com o dinheiro público e não é isso o que desejamos”, disse. O objetivo é fazer primeiro uma análise dos gastos e tentar fazer funcionar este grande investimento ainda no primeiro bimestre, mas hoje, segundo declarou Dutra, seria muito mais barato para o Município fazer a compra do asfalto já pronto.

Por: Elis Regina - elisregina @jornalaplateia.com - 12/01/2017 às 9:03

 

Deixe seu comentário