Editorial

Ares de cidade grande

Janeiro de 2017. Sant’Ana do Livramento parece tomar ares de cidade grande, negativamente, pois quando há uma sequência de assaltos a pessoas e locais - como no fim de 2016, é sinal de que algo está errado. Isso sem falar nos índices de abigeato, que são rotineiramente cometidos e esporadicamente mencionados; nos constantes acidentes de trânsito causados pela desatenção ou pela imprudência.

Associe-se a isso o número de casos de homens batendo em mulheres – os casos de Maria da Penha, como se tornaram mais conhecidos no jargão policial – ou ainda, os ataques a pedestres, principalmente nas noites e madrugadas – cometidos, via de regra, por usuários de drogas desesperados em busca de pedra (crack) ou da erva (maconha) e, mesmo, alguns da mais cara, farinha (cocaína).

Ou a sociedade enlouqueceu ou algo está estranhamente errado! Aumentou o número de marginais na fronteira? O trabalho policial – desenvolvido principalmente pela Brigada Militar – em que pese o governo estadual estar limitando a aplicação de recursos - inclusive parcelando salários, está ocorrendo.
Com menor efetivo, a BM trabalha. A Polícia Civil também. Basta olhar e lá estão os policiais circulando, do POE, das motocicletas, do pelotão Hipo, da Patrulha Rural, entre outros, atuando. A inteligência da Brigada Militar também é atuante, o mesmo valendo em relação aos trabalhos integrados entre as forças de segurança de Livramento e Rivera, seja no que tange às mencionáveis Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Civil e suas homônimas, parceiras, do lado de Rivera.
O cidadão também tem feito sua parte. Denunciando quando fica sabendo de informações, utilizando os canais competentes para colaborar (claro, não é a totalidade da cidadania que procede assim, mas uma boa parte o faz).

Então, o que há?

Explicações existem várias. O fato é que o possível está sendo feito, mas em uma fronteira, ele se comprova passível de agregar mais. E isso vale para todas as forças e os recursos a serem investidos nelas, pois a fronteira é diferente, para cá convergem sazonalmente figuras diversas, inclusive criminosos.
Mobilizar e pressionar as instâncias governamentais vale. Mas também é preciso pensar em carrear recursos para instituir uma guarda municipal, a zelar pelo patrimônio público e pelas pessoas que, sem dúvidas, são o maior patrimônio de uma cidade.
Que se pense na ideia. Apenas isso.

Por: - 09/01/2017 às 9:26

 

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