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Editorial

Advertir e informar

Livramento está dividido. Não é de hoje, mas de muito tempo que a comunidade se dividiu com relação à venda de mercadorias por ambulantes na linha divisória. Teoricamente não existe nenhum mal em conseguir produtos de forma lícita e comercializá-los. Não teria, mas a venda de produtos como ainda acontece na linha divisória é caso legítimo de Secretaria da Fazenda. Depois de uma longa história e jornada processual na Justiça, os camelôs finalmente trocaram de lugar e deixaram a praça dos cachorros que voltou a ser o que antes, encantando os olhos dos turistas e até sendo comparada a cartão postal da cidade junto com o Parque Internacional. Aproveitando o assunto, autoridades e associações civis também poderiam debater a estrutura e o aproveitamento do Parque nos últimos anos. Com o crescimento do mercado informal, muitos vendedores, lancherias e barracas acabaram ocupando o Parque com mesas e cadeiras para lanches, além de tornar boa parte de grama como um grande expositor de mercadorias.

O dilema de tudo parece se resumir em uma única palavra: organização. A municipalidade agora é que parece viver o dilema, pois, diante do desemprego e da necessidade de constituir renda, muitas pessoas estão partindo para a informalidade e ocupando espaços públicos para trabalhar. Dentre os argumentos, quem sobrevive da venda nas ruas diz que prefere a informalidade e correr da fiscalização para não adentrar o caminho do crime e o município acaba precisando escolher entre multar e inibir este comércio e, ao mesmo tempo, estimular novas portas e opções para quem busca uma forma de sobrevivência.

O comércio informal não pode mais ser encarado como uma marginalidade ou pessoas fora da Lei, é preciso diferenciar quem realmente busca comercializar produtos legais de quem se utiliza desse mecanismo como subterfúgio para práticas irregulares. A constituição de renda está cada vez mais difícil para o brasileiro e em Livramento o cenário não é diferente. A criatividade e a necessidade sazonal se tornaram aliadas para o trabalhador que tem família para sustentar.

É preciso regularizar, cuidar, zelar pelo patrimônio público e aplicar a lei, mas também é  preciso dar respostas para o trabalhador que voltará para casa com armários da cozinha vazios.

Por: - 05/01/2017 às 9:53

 

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