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Primeira sessão da Câmara é marcada pela estreia dos novatos

Saúde e situação da Santa Casa foi o tema mais debatido durante o primeiro dia de reunião. O destaque foi para os pronunciamentos dos vereadores de primeiro mandato

A primeira sessão ordinária de 2017 da Câmara Municipal de Vereadores aconteceu na manhã de ontem e foi marcada principalmente pela apreciação de importantes projetos para a área da saúde, além da apresentação dos vereadores eleitos para o primeiro mandato. A casa está em período de recesso, porém já demostrando na sua primeira sessão que 2017 será um ano de muito trabalho e articulação política visando ao desenvolvimento do Município.
Já no primeiro dia dois projetos entraram para apreciação dos vereadores: o PLO 172/2016, que dispõe da abertura de crédito especial de R$200.595.00 (Duzentos mil quinhentos e noventa e cinco reais) para a Secretaria de Saúde utilizar na Estrutura da Rede de Unidade Básica de Saúde e infraestrutura dos postos de saúde nos bairros; e o PLO 174/2016, que dispõe na abertura de crédito especial no valor de R$408.000.00 reais (Quatrocentos e oito mil reais) para a Secretaria de Saúde aplicar na construção da Unidade Básica de Saúde Torrão localizada no interior do Município. Após  a apreciação dos vereadores e leitura do expediente, foi retirado o PLO 174 por falta de assinatura do ex-prefeito, já o PLO 172 será votado em uma sessão extraordinária que foi convocada para a próxima sexta-feira (6), às 10 horas .

Sem saúde nós não somos nada

O primeiro a usar a tribuna foi o vereador Antônio Zenoir (PSD). Em sua fala, enfatizou sobre a importância da união dos vereadores em prol do bem comum, destacando ainda que o Munícipio passa por sérios problemas principalmente na área da saúde e disse conhecer afundo os problemas enfrentados pelos trabalhadores que estão em greve na Santa Casa em virtude do parcelamento de seus salários. “O que eles estão sentindo  eu também sinto na pele, pois sou servidor público do Estado e sei da dificuldade que eles estão passando. Projetos envolvendo a área da saúde como estes que foram apresentados aqui devem ser aprovados porque esta é uma área que necessita de muitos recursos. Sem saúde, seja ela preventiva ou direta, nós não somos nada“, disse Zenoir .

Vim para trabalhar

O seguinte novato a utilizar a tribuna foi Enrique Civeira (PDT) que disse estar disposto a trabalhar na Câmara todos os dias para honrar o voto de seus eleitores e ainda rebateu críticas, as quais, segundo ele, vinha recebendo desde que se elegeu. “Andaram falando por aí que eu teria dito que viria para a Câmara trazer moralidade para cá, isto é uma inverdade, nunca falei tal coisa. Vim para trabalhar. Meu compromisso é com o povo”. O vereador ainda comentou sobre a polêmica questão da compra das cadeiras. “Fui contra e sigo sendo contra, porque é só atravessar a rua e ir ali na praça para ver a situação dos trabalhadores da Santa Casa. Concordo que a gente deve comprar novas cadeiras, mas acho que nós podemos esperar um pouco mais”.

Estamos aqui para aprender

O vereador Evandro Gutebier (PRB) agradeceu aos seus eleitores pelo voto de confiança e pediu paciência aos colegas mais experientes e reforçou o apelo por ajuda ao hospital Santa Casa: “Como vereadores novos, nós vamos ter que aprender muitas coisas, embora nenhum de nós seja leigo, quero pedir paciência aos colegas mais experientes.Hoje a maior preocupação de Livramento é a Santa Casa e como tenho familiares que trabalham ali, conheço de perto essa realidade. Existem casais que estão sofrendo com toda essa situação. Imagine você chegar em casa e não ter comida para dar aos filhos? É uma situação muito complicada, então peço aos colegas que haja união de todos na busca por uma solução para dar um fim nesta questão histórica que é o problema da saúde em nosso município”.

Temos que aproximar o executivo e o legislativo

Já o vereador Leandro Ferreira (PT) defendeu uma abertura de diálogo com os vereadores e o Executivo para a realocação da Câmara em um novo prédio. “Aproveitando toda a discussão acerca da compra das cadeiras, gostaria de propor aos colegas uma discussão sobre um novo prédio para a Câmara, ao invés de construirmos um novo espaço, podemos ver a possibilidade de levar o legislativo para mais próximo da Prefeitura, como o prédio onde hoje funcionam as Secretarias de Cultura e Turismo. Assim poderíamos aproximar ainda mais o trabalho da Câmara com a Prefeitura. Embora o prédio necessite de algumas reformas, seria uma ótima oportunidade  de aproximar os dois poderes“, disse .

O vereador Carlos Nilo (PP) pediu um aparte e comunicou aos colegas que em 2013 foi realizado um estudo sobre o tema, mas, naquela ocasião, o prefeito Glauber Lima disse que isso seria inviável. “Ele disse que aquele prédio estava fora de questão e que no mandato dele não passaria, mas agora que nós temos uma novo prefeito e podemos retomar este assunto“, comentou Nilo.

Prefiro fazer do que ficar falando mal do prefeito

A fala mais aguardada da sessão foi a da vereadora Marcia Rosa (PSD), principalmente pela sua história de vida e por sua trajetória recente na política. A vereadora utilizou os dez minutos disponíveis para falar sobre várias questões, desde a situação dos trabalhadores da Santa Casa à falta de estrutura familiar e educacional na sociedade, o que reflete diretamente na vida política e pública do país. “Estou começando hoje, meu conhecimento é pequeno, mas a gente tem que entender que ninguém nasce sabendo, tudo é aprendizado. Se nós olharmos para a nossa cidade, a situação é muito triste, muitas vezes nós estamos bem em nossa casa, mas existem pessoas que não estão. Foi nos dada a oportunidade de fazer a diferença, agora temos que trabalhar para isso. Quando me perguntaram, Márcia, tu é da política? Eu respondi: ou fico sentada pelas esquinas falando mal do prefeito ou dou a cara a tapa. Preferi dar a cara a tapa.

Não existe remédio que não seja amargo

Já o vereador Marco Monteiro (REDE) defendeu na tribuna uma política com mudanças estruturais que começaram dentro da própria Câmara Municipal até atingirem os altos escalões. “Nesses momentos de transição nós temos que pensar em mudanças estruturais, sabemos que vai doer em muita gente, mas não existe remédio que não seja amargo e necessário. Por isso, nós temos que nos somar e buscar uma solução juntos para os problemas da nossa cidade, principalmente os que envolvem a Santa Casa. Eu acredito que o prefeito tenha assumido a Santa Casa para demonstrar que ele realmente se importa com a situação dos trabalhadores”, disse Monteiro. O vereador ainda comentou sobre a atual situação política do Brasil e fez menção à operação Lava Jato. “Tive a oportunidade de trabalhar dentro da operação Lava Jato e nós identificamos que o modus operandi das organizações criminosas são os mesmos e eu entendi desde o começo da minha participação no processo eleitoral que a virada de página na política brasileira irá começar por essas eleições municipais e acredito que a representatividade que eu vejo nesta casa hoje comprova isso“, encerrou o vereador.

 

Por: - 05/01/2017 às 9:43

 

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